Cortam os cabos dos carregadores de carros elétricos para ficar com o cobre. GNR regista cerca de 100 furtos em ano e meio, mas setor fala em “centenas”
2 de Setembro, 2026

Cortam os cabos dos carregadores de carros elétricos para ficar com o cobre. GNR regista cerca de 100 furtos em ano e meio, mas setor fala em “centenas”

Setúbal e Lisboa concentram 72 das ocorrências registadas pela GNR, mas os furtos espalham-se por várias regiões do país. Nas redes sociais, sucedem-se relatos de postos vandalizados. Dois homens já foram condenados a penas de prisão Há uma situação que começa a tornar-se familiar para alguns condutores de carros elétricos: chegam ao carregador, estacionam, pegam no cabo - e ele não está lá. Ou está cortado ou, pior, já não há nenhum no seu lugar. Nas últimas semanas, multiplicaram-se nas redes sociais fotografias de postos de carregamento vandalizados e relatos de cabos desaparecidos em diferentes pontos do país. Na Margem Sul, por exemplo, surgem referências a Coina, Sobreda, Corroios, Quinta do Conde, Alcochete, Moita e Alhos Vedros. "Dos quatro cabos de carregamento já só sobram dois", escreveu um utilizador sobre um posto na Quinta do Conde. "Aqui em Alhos Vedros já cortaram todos duas vezes", contou outro. Não se trata, porém, apenas de uma sucessão de relatos dispersos. À CNN Portugal, a GNR confirmou ter registado 101 ocorrências de furto de cabos para carregamento de veículos elétricos desde janeiro de 2025: 75 no ano passado e outras 26 entre 1 de janeiro e 31 de maio deste ano. Os dados mostram uma forte concentração nos distritos de Setúbal e Lisboa, mas também há ocorrências em Évora, Santarém, Leiria, Aveiro e Porto. Setúbal soma 43 ocorrências no conjunto dos períodos analisados pela GNR e Lisboa 29. Santarém surge depois, com 12, Évora com oito, Leiria com cinco, Porto com três e Aveiro com uma. Em 2025, Setúbal e Lisboa concentraram 53 das 75 ocorrências registadas pela GNR nesse ano. Também a EDP confirma os furtos nos seus postos. Questionada pela CNN Portugal sobre os casos relatados, a empresa diz que, "pontualmente, continua a identificar alguns semelhantes".